A vida prega umas peças que agente não imagina.
Quando penso que tudo vai bem, que materialmente estarei, pelo menos por um tempo, tranqüila, o mundo financeiro se desestrutura e aí a coisa pega e desaba sobre a minha cabeça milhões de pensamentos negativos. Tento não me desequilibrar, para tanto oro de manhã, de tarde e de noite. Respiro fundo e com um apagador imaginário vou dissolvendo os pensamentos ruins. Dali a pouco de novo, as questões pendentes não saem da cabeça! Falo comigo mesmo: Será que estou no caminho certo? Será que esse excesso de trabalho não é suficiente? Penso ainda: Acho que dessa vez vou precisar de ajuda , penso nos meus irmãos, penso no ex marido, nas amigas abastadas, mas não tenho coragem de pedir socorro. Choro e a mente atrapalhada se compadece dela mesma, é péssimo! Auto piedade, também não quero. Penso no meu pai, peço que ele lá do céu, onde tenho absoluta certeza que ele está, me mande uma luz. Ele que sempre estava pronto pra ajudar, que nunca deixou de ter aquela reserva de grana providencial e era totalmente generoso, faz uma falta tremenda. Pensando bem, meu pai e minha mãe, que foram e ainda são o meu porto seguro, minha âncora, ainda vivem em meus pensamentos. Essa referência de bondade, generosidade e desprendimento nunca se separarão de mim. Eles poderiam viver eternamente e seriam assim: bons, dignos e generosos. Meu pai era absolutamente correto, era mineiro, desses tradicionais, que foi criado em colégio interno, e viveu a infância e a juventude estudando longe de sua família e nem por isso se tornou problemático ou carente. Quando eu já era adulta, casada e depois separada, batíamos longos papos onde falávamos sobre qualquer assunto. Apesar da idade avançada e da criação severa ele era “prafrentex”, como diziam. Ele morreu aos 91, há cinco anos, quase cego e quase gagá. Meu pai e minha mãe, mulher forte e moderna, foram referencia para muitos, e eu trago comigo seu modelo de vida.
Mas voltando ao assunto grana, eu sonhei com eles e no sonho eu estava numa roubada, com problemas no carro em outra cidade, quando surgiram os dois para me salvar. Foi como se uma energia calma e serena viesse me dizer pra não ligar, para não me preocupar que tudo se resolveria como num passe de mágica. Esse sonho foi meu bálsamo, foi como se um unguento milagroso curasse uma queimadura profunda. Acordei, e me convenci de que não iria ligar para o problema. Cheguei à conclusão de que essas vaidades mundanas, grana principalmente, são coisas, e coisas não são realmente o mais importante e com tranquilidade e confiança tudo se resolve, basta ter um pouco de calma. Segui o meu dia sem nem pensar no problema financeiro que foi milagrosamente resolvido. Será que os dois lá do céu conspiraram ao meu favor?
terça-feira, 22 de junho de 2010
quarta-feira, 19 de maio de 2010
As coisas que me irritam
No budismo dizem que não vale à pena se irritar e muito menos reclamar. Mas eu me irrito, tento me manter tranqüila algumas vezes, mas acho que isso é coisa de monge, ainda não cheguei lá. Pia suja, cheia de coisas me irrita, e ainda eu odeio lavar louça! Os zens dizem que é um bom momento para meditar, estar ali e não pensar em mais nada, só naquilo. Gente é impossível, barrrrrrrrr.
A Fernada Yang me irrita profundamente, aquele jeitinho dela irritante, uiiiiiii . E o Faustão, nossa sra dos bons ouvidos!, ele fere os meus tímpanos e me irrita como ninguém .O Jornal Nacional então, nem me fale, além de me irritar me dá pânico. Parei de assinar o jornal impresso, por conta da entrega, que aqui na chácara era péssima, ora entregavam ora não. Então achei que podia assistir ao Jornal Nacional para ficar informada, saber afinal o que estava acontecendo. Comecei a ficar apavorada, literalmente com medo do mundo e das pessoas. Será que não existe notícia boa???? Que mundo é esse? Passei a assistir o Jornal da Cultura e pude relaxar e observar que na TV também tem boas notícias e boas informações, e que o mundo não está totalmente perdido, alívio.
O silêncio alheio me irrita. Sabe quando alguém, muito próximo a você, está com um problema sério, mas não diz absolutamente nada? Isso me deixa irritadíssima. Caramba, quero saber e tentar ajudar, quero que a pessoa converse para que ela mesma consiga melhorar e digerir essa “coisa estranha” dentro dela. Mas as pessoas muitas vezes são túmulos impenetráveis. Que irritante, eu aqui prontinha para oferecer meu ombro ou uma palavrinha de consolo, um carinho, qualquer coisa. Como não consigo fazer nada, me irrito! Fico tentando carinhosamente tirar um pouco, que possa me sinalizar algo, mas nada! Pois bem, as pessoas são diferentes, se comportam diferentemente umas das outras, e vamos considerar, é bom é humano e não faz mal nenhum algumas serem fechadas nos seus mundos, mas conviver com isso me irrita.
Os homens são diferentes, quando estão chateados muitas vezes entram em suas caverninhas impenetráveis e nós mulheres, que na maioria das vezes escancaramos os nossos sentimentos, ficamos irritadas com o silêncio deles. Acho que é assim mesmo, mas devo confessar que adoraria acordar num belo dia e à partir daí, nada mais me irritasse. Eu seria mil vezes mais feliz. Um dia chego lá e aí serei monja ou anjo
A Fernada Yang me irrita profundamente, aquele jeitinho dela irritante, uiiiiiii . E o Faustão, nossa sra dos bons ouvidos!, ele fere os meus tímpanos e me irrita como ninguém .O Jornal Nacional então, nem me fale, além de me irritar me dá pânico. Parei de assinar o jornal impresso, por conta da entrega, que aqui na chácara era péssima, ora entregavam ora não. Então achei que podia assistir ao Jornal Nacional para ficar informada, saber afinal o que estava acontecendo. Comecei a ficar apavorada, literalmente com medo do mundo e das pessoas. Será que não existe notícia boa???? Que mundo é esse? Passei a assistir o Jornal da Cultura e pude relaxar e observar que na TV também tem boas notícias e boas informações, e que o mundo não está totalmente perdido, alívio.
O silêncio alheio me irrita. Sabe quando alguém, muito próximo a você, está com um problema sério, mas não diz absolutamente nada? Isso me deixa irritadíssima. Caramba, quero saber e tentar ajudar, quero que a pessoa converse para que ela mesma consiga melhorar e digerir essa “coisa estranha” dentro dela. Mas as pessoas muitas vezes são túmulos impenetráveis. Que irritante, eu aqui prontinha para oferecer meu ombro ou uma palavrinha de consolo, um carinho, qualquer coisa. Como não consigo fazer nada, me irrito! Fico tentando carinhosamente tirar um pouco, que possa me sinalizar algo, mas nada! Pois bem, as pessoas são diferentes, se comportam diferentemente umas das outras, e vamos considerar, é bom é humano e não faz mal nenhum algumas serem fechadas nos seus mundos, mas conviver com isso me irrita.
Os homens são diferentes, quando estão chateados muitas vezes entram em suas caverninhas impenetráveis e nós mulheres, que na maioria das vezes escancaramos os nossos sentimentos, ficamos irritadas com o silêncio deles. Acho que é assim mesmo, mas devo confessar que adoraria acordar num belo dia e à partir daí, nada mais me irritasse. Eu seria mil vezes mais feliz. Um dia chego lá e aí serei monja ou anjo
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Polivalência
Na tentativa de dar conta de tudo, acordei às 5 da matina.
Igualzinho me foi ensinado, sentei-me confortavelmente, com as pernas cruzadas, a mão esquerda pousada delicadamente acima da mão direita, e os dedos polegares se tocando levemente. Consegui alguns minutos de meditação, fiquei atenta à respiração nasal, aos barulhos externos, ao ambiente e aos sons. Ôba , se isso é meditar eu consegui! ( eu sou ansiosa e meditar melhora muito a ansiedade, até os médicos mais céticos estão indicando). Mas definitivamente não dá pra ficar por muito tempo em estado meditativo, os pensamento relacionados aos afazeres do dia, involuntariamente tomaram conta da minha cabeça e puf, a meditação fugiu pra dar lugar aos pensamentos práticos, as responsabilidades . Preciso acabar o jornal da Cooperativa, pensei. E lá fui eu correr contra o tempo para entregar no prazo estabelecido, o jornal mensal que faço para a cooperativa de leite da região de Mococa. Faço esse trabalho na minha casa, onde eu também cuido do jardim, que é imenso, lavo e passo roupas, cozinho às vezes, e arrumo a minha bagunça e do meu filho mais novo. Pela tarde dedico meu tempo ao trabalho no clube, onde presto uma assessoria de comunicação e marketing. Lá fazemos uma revista eu e meu companheiro de trabalho Flávio. Ainda faço captação de patrocínio, o endomarketing e também produção e divulgação de eventos na mídia, além de alimentar o site do clube com algumas notícias.
Uma vez por semana pela manhã, estou trabalhando com idosos em uma clínica particular. Para eles eu conto histórias, converso e tento arrancar as histórias da vida deles, o que não é fácil, já que a maioria dos moradores do lugar está bastante debilitada. Depois que comecei esse trabalho torço todos os dias para ter uma boa morte, daquelas vapt vupt, onde não se fica debilitado ou encarcerado numa cama ou cadeiras de rodas absolutamente dependente. Apesar de eles serem uns fôfos e de me inspirarem amor e compaixão é realmente, muito, muito triste!
Agora para engrossar a renda mensal estou me metendo em um novo e promissor negócio. Vendo canoplas de papelão reciclado para fábricas de piscinas de fibra. Muito engraçado porque muitas vezes tenho que viajar de caminhão, ora pra buscar os tubos que eu compro em outra cidade de uns catadores de lixo- todos velhinhos também- ora pra entregar para as fábricas. Outro dia, aproveitei um frete que ia vazio para Artur Nogueira buscar uns moldes de caixa d’água, e como tenho um cliente lá aproveitei o custo zero para levar minhas canoplas. Entreguei a minha mercadoria e tive que esperar quase que o dia inteiro o caminhão ser carregado com os moldes. Na volta, já na estrada, a carga começou a cair. Tivemos que parar no acostamento, estávamos só eu e o motorista quando me vi, ajudando-o a arrumar a carga. Tive que me expor para os outros carros que passavam na rodovia, já que a minha função era puxar a corda enquanto o motorista arrumava aqueles moldes enormes em cima do caminha. Foi hilário, os caminhoneiros que passavam buzinavam, gritavam e eu de bermuda, com as pernocas expostas, puxando aquela corda, fazendo uma força descomunal.
Agora vou resmungar um pouco: penso que é demais, é muita coisa pra uma pessoa só. Questiono-me se estou maluca e o pior, se estou fazendo as coisas direito, se não estou acumulando muitas funções e no final fazendo tudo errado! Gostaria de ter mais tempo para meditar, de ter mais tempo para cuidar das plantas e de mim mesma, ir ao cabeleireiro, fazer as unhas, essas coisas que toda mulher faz e que faz um bem doido. Ah e ainda ter tempo para olhar ao meu redor, como diz uma amiga, “Você não tem namorado porque não olha ao seu redor”. Mas não tenho muito tempo pra olhar ao redor, o pouco tempo que resta é para assistir um bom filme ler um bom livro, escrever aqui e conversar , que eu adoro, com os amigos queridos. Será que ser polivalente é um grande erro? Acho que não, porque é uma questão de sobrevivência. Mas mesmo sabendo que preciso sobreviver com dignidade, com alguns luxos talvez, às vezes me pego pensando, será que estou fazendo tudo errado?????
Igualzinho me foi ensinado, sentei-me confortavelmente, com as pernas cruzadas, a mão esquerda pousada delicadamente acima da mão direita, e os dedos polegares se tocando levemente. Consegui alguns minutos de meditação, fiquei atenta à respiração nasal, aos barulhos externos, ao ambiente e aos sons. Ôba , se isso é meditar eu consegui! ( eu sou ansiosa e meditar melhora muito a ansiedade, até os médicos mais céticos estão indicando). Mas definitivamente não dá pra ficar por muito tempo em estado meditativo, os pensamento relacionados aos afazeres do dia, involuntariamente tomaram conta da minha cabeça e puf, a meditação fugiu pra dar lugar aos pensamentos práticos, as responsabilidades . Preciso acabar o jornal da Cooperativa, pensei. E lá fui eu correr contra o tempo para entregar no prazo estabelecido, o jornal mensal que faço para a cooperativa de leite da região de Mococa. Faço esse trabalho na minha casa, onde eu também cuido do jardim, que é imenso, lavo e passo roupas, cozinho às vezes, e arrumo a minha bagunça e do meu filho mais novo. Pela tarde dedico meu tempo ao trabalho no clube, onde presto uma assessoria de comunicação e marketing. Lá fazemos uma revista eu e meu companheiro de trabalho Flávio. Ainda faço captação de patrocínio, o endomarketing e também produção e divulgação de eventos na mídia, além de alimentar o site do clube com algumas notícias.
Uma vez por semana pela manhã, estou trabalhando com idosos em uma clínica particular. Para eles eu conto histórias, converso e tento arrancar as histórias da vida deles, o que não é fácil, já que a maioria dos moradores do lugar está bastante debilitada. Depois que comecei esse trabalho torço todos os dias para ter uma boa morte, daquelas vapt vupt, onde não se fica debilitado ou encarcerado numa cama ou cadeiras de rodas absolutamente dependente. Apesar de eles serem uns fôfos e de me inspirarem amor e compaixão é realmente, muito, muito triste!
Agora para engrossar a renda mensal estou me metendo em um novo e promissor negócio. Vendo canoplas de papelão reciclado para fábricas de piscinas de fibra. Muito engraçado porque muitas vezes tenho que viajar de caminhão, ora pra buscar os tubos que eu compro em outra cidade de uns catadores de lixo- todos velhinhos também- ora pra entregar para as fábricas. Outro dia, aproveitei um frete que ia vazio para Artur Nogueira buscar uns moldes de caixa d’água, e como tenho um cliente lá aproveitei o custo zero para levar minhas canoplas. Entreguei a minha mercadoria e tive que esperar quase que o dia inteiro o caminhão ser carregado com os moldes. Na volta, já na estrada, a carga começou a cair. Tivemos que parar no acostamento, estávamos só eu e o motorista quando me vi, ajudando-o a arrumar a carga. Tive que me expor para os outros carros que passavam na rodovia, já que a minha função era puxar a corda enquanto o motorista arrumava aqueles moldes enormes em cima do caminha. Foi hilário, os caminhoneiros que passavam buzinavam, gritavam e eu de bermuda, com as pernocas expostas, puxando aquela corda, fazendo uma força descomunal.
Agora vou resmungar um pouco: penso que é demais, é muita coisa pra uma pessoa só. Questiono-me se estou maluca e o pior, se estou fazendo as coisas direito, se não estou acumulando muitas funções e no final fazendo tudo errado! Gostaria de ter mais tempo para meditar, de ter mais tempo para cuidar das plantas e de mim mesma, ir ao cabeleireiro, fazer as unhas, essas coisas que toda mulher faz e que faz um bem doido. Ah e ainda ter tempo para olhar ao meu redor, como diz uma amiga, “Você não tem namorado porque não olha ao seu redor”. Mas não tenho muito tempo pra olhar ao redor, o pouco tempo que resta é para assistir um bom filme ler um bom livro, escrever aqui e conversar , que eu adoro, com os amigos queridos. Será que ser polivalente é um grande erro? Acho que não, porque é uma questão de sobrevivência. Mas mesmo sabendo que preciso sobreviver com dignidade, com alguns luxos talvez, às vezes me pego pensando, será que estou fazendo tudo errado?????
quinta-feira, 29 de abril de 2010
" Papai do céu me dá um namorado, lindo, fiel gentil e tarado" Rita Lee
Já tem um tempão que não me relaciono com alguém, tipo ter um namorado, um parceiro. Estou aqui tentando lembrar quanto tempo faz, mas sei lá, faz tempo. Às vezes as sombras das relações passadas, algumas meio mal resolvidas, me perseguem e isso me incomodado bastante. Será que é por isso que não aparece ninguém? Já fiz um pouco de tudo, já pedi perdão a mim mesmo, pelas minhas palavras, minhas atitudes desesperadas, minha insanidade. Faz tempo como eu já disse, é tudo meio nebuloso, mas acho que eu poderia ter sido mais civilizada, menos agressiva ao final da minha ultima relação duradoura.
Gostaria imensamente de ter tido uma postura indefectível, mas sou humana e pisei no tomate, perdi a compostura, xinguei a pessoa, fiquei inconformada!
Seria ótimo ser essa mulher forte, descolada e esperta que todos acham que sou e que com certeza minha imagem passa, mas não sou definitivamente. Sofro choro me descabelo com o amor não correspondido, com o fim de uma relação, que eu, acreditava que seria eterna. Acho que sou romântica.
Acho bem bom quando me torno amiga do ex. Quando isso acontece com a pessoa com quem tive uma relação de amor e doação no passado, tudo fica mais fácil de ser compreendido e digerido. A amizade de certa forma dissipa as más impressões e ajuda na compreensão da relação e de eu mesma. Mas essa amizade precisa de tempo. Acontece comigo apenas quando a dor passa, aí vem uma certa maturidade, uma compreensão providencial, que não tenho quando termino um casamento, ou um namoro. Não sou amiga do meu ultimo ex. Será que é por isso que nada acontece ?
Será que estou espantando os possíveis candidatos, com essa questão meio pendente? Ou eles não existem mesmo? Acho que para todos os solteiros a vida não anda fácil, as pessoas estão cada vez mais egoístas e centradas em si mesmas, cheias de vaidades, bem chatas!
Às vezes penso, para ver se não desanimo de vez, no que dizia minha mãe “ Há sempre uma tampa pra uma panela velha”, kkkkk.
Ultimamente o que tem me incomodado é uma certa falta de poesia, de romantismo. Mas, ao mesmo tempo, penso que isso tem que passar,sou um pouco otimista comigo mesma. Olhando a minha volta, percebo que homens e mulheres não querem se relacionar na verdade, querem prazer aqui e agora, e isso é tão ínfimo, tão vazio. Não sei, penso que as relações atuais estão mesmo muito materializadas, os homens querem bunda, peito, corpão e a mulherada quer grana. Oro para que meus filhos sejam diferentes.
Então para me transformar em um objeto de prazer alheio são dois segundos. Homens para “ dar uma” não é difícil achar. Prefiro estar atenta e me conter, se não a cabeça depois tende a padecer. Tenho tentado me manter equilibrada apesar de alguns deslizes.
Contrária às estatísticas, prefiro acreditar que existam pessoas reais, que pensam e agem em parte com o coração. Pensando bem acredito que o universo tem me protegido, me poupando de relações indesejadas.
E apesar de sonhar com cara ideal, bacana, de cabeça boa, generoso e gostoso, que nunca vem, tento diariamente seguir minha vida com alegria e serenidade, cercada pelos meus filhos, meus amigos, meus livros e plantas que no final me fazem extremamente feliz.
Gostaria imensamente de ter tido uma postura indefectível, mas sou humana e pisei no tomate, perdi a compostura, xinguei a pessoa, fiquei inconformada!
Seria ótimo ser essa mulher forte, descolada e esperta que todos acham que sou e que com certeza minha imagem passa, mas não sou definitivamente. Sofro choro me descabelo com o amor não correspondido, com o fim de uma relação, que eu, acreditava que seria eterna. Acho que sou romântica.
Acho bem bom quando me torno amiga do ex. Quando isso acontece com a pessoa com quem tive uma relação de amor e doação no passado, tudo fica mais fácil de ser compreendido e digerido. A amizade de certa forma dissipa as más impressões e ajuda na compreensão da relação e de eu mesma. Mas essa amizade precisa de tempo. Acontece comigo apenas quando a dor passa, aí vem uma certa maturidade, uma compreensão providencial, que não tenho quando termino um casamento, ou um namoro. Não sou amiga do meu ultimo ex. Será que é por isso que nada acontece ?
Será que estou espantando os possíveis candidatos, com essa questão meio pendente? Ou eles não existem mesmo? Acho que para todos os solteiros a vida não anda fácil, as pessoas estão cada vez mais egoístas e centradas em si mesmas, cheias de vaidades, bem chatas!
Às vezes penso, para ver se não desanimo de vez, no que dizia minha mãe “ Há sempre uma tampa pra uma panela velha”, kkkkk.
Ultimamente o que tem me incomodado é uma certa falta de poesia, de romantismo. Mas, ao mesmo tempo, penso que isso tem que passar,sou um pouco otimista comigo mesma. Olhando a minha volta, percebo que homens e mulheres não querem se relacionar na verdade, querem prazer aqui e agora, e isso é tão ínfimo, tão vazio. Não sei, penso que as relações atuais estão mesmo muito materializadas, os homens querem bunda, peito, corpão e a mulherada quer grana. Oro para que meus filhos sejam diferentes.
Então para me transformar em um objeto de prazer alheio são dois segundos. Homens para “ dar uma” não é difícil achar. Prefiro estar atenta e me conter, se não a cabeça depois tende a padecer. Tenho tentado me manter equilibrada apesar de alguns deslizes.
Contrária às estatísticas, prefiro acreditar que existam pessoas reais, que pensam e agem em parte com o coração. Pensando bem acredito que o universo tem me protegido, me poupando de relações indesejadas.
E apesar de sonhar com cara ideal, bacana, de cabeça boa, generoso e gostoso, que nunca vem, tento diariamente seguir minha vida com alegria e serenidade, cercada pelos meus filhos, meus amigos, meus livros e plantas que no final me fazem extremamente feliz.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Filhos
De repente acordo, do nada, no meio da madrugada. Aí a cabeça voa para Dublin, para Presidente Prudente e para a madrugada fria de Mococa. São os filhos que não saem do pensamento, são eles que preenchem o silencio e me deixam com a cabeça ocupada às 3 da manhã.
Ser mãe é isso. Antes de tudo, de tudo mesmo, ser mãe para mim é estar ligada aos rebentos.
Dizem por aí que sou mãe liberal, que deixo meus filhos à vontade, que não proíbo nada, que entrego na mão de um adolescente de 17 anos o carro para que ele possa sair, com a namorada à noite, sem que eu não tenha que ir, na madrugada, buscá-lo em alguma balada.
Sou mesmo liberal e luto diariamente para não ser hipócrita, para ter uma relação de extrema sinceridade com meus filhos. Acho que mentira, falso moralismo, não educa. Vejo isso nas relações mãe e filhos com freqüência. As mães, com medo de mostrar seus sentimentos, experiências e vivências se escondem, utilizando-se de máscaras, quem elas realmente são. As mães hoje, cinquentonas, foram adolescentes nos anos 70 e 80 quando a liberdade sexual e as drogas eram uma maneira de quebrar as regras. E quebrávamos mesmo. Tivemos vários parceiros sexuais, fumávamos muita maconha experimentamos as drogas e seus efeitos, para, de certa forma, mudar os conceitos. Mas a maioria esconde isso dos seus filhos, por medo ou mesmo preconceito da sua própria vivencia. Eu não. Eu falo, converso, exponho o meu ponto de vista em relação a isso tudo e acho que consigo mostrar o quanto atualmente drogas e sexo sem amor, não levam a absolutamente nada! É perder tempo, é, no caso das drogas, financiar a violência. Não consigo conceber, por isso falo, falo, falo!
Às vezes me pego questionando essa minha maneira de me relacionar com os filhos, mas pensando bem acho que está dando certo. Tenho acesso livre a eles, existe, principalmente com os dois mais velhos, uma de 23 e o outro de 21, uma conversa franca e bastante interessante. É claro que deve rolar uma mentirinha aqui e outra ali, por parte deles, mas quem é que nunca mentiu pra mãe para protegê-la?
Sei lá, mas essa coisa eterna de ser mãe é bastante complexa. Por exemplo, quando eu estou namorando, acontece sempre um ciúme , um pré-julgamento, uma crítica ou uma implicanciazinha em relação ao namorado, normal. Mas sinto que minha vida nesse aspecto não me pertence, é engraçado. Preciso de uma aprovação deles para namorar, só assim me sinto bem.
Amor de mãe é indescritível, é infinitamente incondicional. Imaginem ser avó, que loucura, vejo por aí as avós abestalhadas com os netos, uma relação de extrema paixão, deve ser emocionante.
Tenho muito orgulho dos meus filhos e quero que eles, mesmo com o mundo de ponta cabeça, mesmo com as tragédias todas acontecendo em nossa volta, sejam felizes, verdadeiros e pessoas do bem.
Ser mãe é isso. Antes de tudo, de tudo mesmo, ser mãe para mim é estar ligada aos rebentos.
Dizem por aí que sou mãe liberal, que deixo meus filhos à vontade, que não proíbo nada, que entrego na mão de um adolescente de 17 anos o carro para que ele possa sair, com a namorada à noite, sem que eu não tenha que ir, na madrugada, buscá-lo em alguma balada.
Sou mesmo liberal e luto diariamente para não ser hipócrita, para ter uma relação de extrema sinceridade com meus filhos. Acho que mentira, falso moralismo, não educa. Vejo isso nas relações mãe e filhos com freqüência. As mães, com medo de mostrar seus sentimentos, experiências e vivências se escondem, utilizando-se de máscaras, quem elas realmente são. As mães hoje, cinquentonas, foram adolescentes nos anos 70 e 80 quando a liberdade sexual e as drogas eram uma maneira de quebrar as regras. E quebrávamos mesmo. Tivemos vários parceiros sexuais, fumávamos muita maconha experimentamos as drogas e seus efeitos, para, de certa forma, mudar os conceitos. Mas a maioria esconde isso dos seus filhos, por medo ou mesmo preconceito da sua própria vivencia. Eu não. Eu falo, converso, exponho o meu ponto de vista em relação a isso tudo e acho que consigo mostrar o quanto atualmente drogas e sexo sem amor, não levam a absolutamente nada! É perder tempo, é, no caso das drogas, financiar a violência. Não consigo conceber, por isso falo, falo, falo!
Às vezes me pego questionando essa minha maneira de me relacionar com os filhos, mas pensando bem acho que está dando certo. Tenho acesso livre a eles, existe, principalmente com os dois mais velhos, uma de 23 e o outro de 21, uma conversa franca e bastante interessante. É claro que deve rolar uma mentirinha aqui e outra ali, por parte deles, mas quem é que nunca mentiu pra mãe para protegê-la?
Sei lá, mas essa coisa eterna de ser mãe é bastante complexa. Por exemplo, quando eu estou namorando, acontece sempre um ciúme , um pré-julgamento, uma crítica ou uma implicanciazinha em relação ao namorado, normal. Mas sinto que minha vida nesse aspecto não me pertence, é engraçado. Preciso de uma aprovação deles para namorar, só assim me sinto bem.
Amor de mãe é indescritível, é infinitamente incondicional. Imaginem ser avó, que loucura, vejo por aí as avós abestalhadas com os netos, uma relação de extrema paixão, deve ser emocionante.
Tenho muito orgulho dos meus filhos e quero que eles, mesmo com o mundo de ponta cabeça, mesmo com as tragédias todas acontecendo em nossa volta, sejam felizes, verdadeiros e pessoas do bem.
domingo, 28 de março de 2010
O perdão é um dom ou um atributo que desenvolvemos com sabedoria ao longo dos anos?
O que é o perdão? Nascemos imbuídos dele ou o desenvolvemos com a maturidade?
Para perdoar os cristãos, budistas e todos os espiritualistas dizem que é preciso amar. Mas que tipo de amor nos leva a perdoar? Experimento sempre aquele amor que começa dentro da gente. Quando odiamos, este sentimento nocivo mora dentro de nós, antes mesmo de ser por alguém. E para não odiar, haja amor e desprendimento... Como é difícil o tal amor incondicional, amar-se e amar o próximo incondicionalmente! Que exercício complicado para nós humanos egoístas. Tenho pensado nas pessoas que não conseguem perdoar, tenho pensado na ignorância como instrumento que gera raiva, brigas e desentendimentos. Não quero sentir mágoa e nem quero ter dentro de mim sentimentos ruins. Exercito diariamente o perdão, tento, para perdoar, entender as pessoas, me colocar em seus lugares, no lugar dos que definitivamente não têm consciência das suas limitações, às vezes é incompreensível, mas juro que me esforço!
As relações interpessoais são complicadas em todos os níveis e graus, se desejarmos conviver de uma jeito saudável, teremos que mudar o modo como encaramos nossos parceiros, amigos, irmãos, namorados ou maridos.
Pensando aqui com as teclas do computador, acho mesmo que pra se ter uma boa relação com pessoas e principalmente ser casado, morar junto, é preciso amar incondicionalmente, sem cobrança sem exigências ou expectativas. Numa relação é preciso que o tal amor, que envolve cumplicidade, admiração, amizade, atração e mais um bando de coisas, seja respeitoso. Para que a pessoa amada não seja cobrada de nada, o amor tem que ser mesmo incondicional. Acho que só sendo incondicional ele é verdadeiro. Aí é que reside a dificuldade. Se a pessoa é SEU namorado, SEU marido, como é que ele pode agir de uma maneira da qual você desaprova, ou acha por fora, sem sentido?
Nós, seres humanos estrategistas loucos, vivemos construindo ilhas de amor em nossa cabeça. As relações com pessoas saem, antes de tudo, de nossas imaginações. Construímos uma tela mental na qual arquitetamos a relação. E aí pronto!, nada dá realmente certo, ninguém é como imaginamos, ninguém é como planejamos, somos egoístas a esse ponto. Queremos sempre que o outro haja dentro dos nossos parâmetros, do quê é certo para nós. A história do perdão entra aí, esquecer completamente e sinceramente das ofensas. Isso vem do fundo do coração é verdadeiro e generoso e é o puro amor. Nas relações ficamos ruminando os insultos e desigualdades, esperamos a todo o momento que o outro exista da maneira que nós achamos que ele deveria existir e não da maneira que ele é realmente. Esse amor é egoísta, e definitivamente, para mim não funciona, é nocivo. “Quero um amor maior”. Será que ele existe, será que ele é humano ou só é reservado aos santos?
OG
O que é o perdão? Nascemos imbuídos dele ou o desenvolvemos com a maturidade?
Para perdoar os cristãos, budistas e todos os espiritualistas dizem que é preciso amar. Mas que tipo de amor nos leva a perdoar? Experimento sempre aquele amor que começa dentro da gente. Quando odiamos, este sentimento nocivo mora dentro de nós, antes mesmo de ser por alguém. E para não odiar, haja amor e desprendimento... Como é difícil o tal amor incondicional, amar-se e amar o próximo incondicionalmente! Que exercício complicado para nós humanos egoístas. Tenho pensado nas pessoas que não conseguem perdoar, tenho pensado na ignorância como instrumento que gera raiva, brigas e desentendimentos. Não quero sentir mágoa e nem quero ter dentro de mim sentimentos ruins. Exercito diariamente o perdão, tento, para perdoar, entender as pessoas, me colocar em seus lugares, no lugar dos que definitivamente não têm consciência das suas limitações, às vezes é incompreensível, mas juro que me esforço!
As relações interpessoais são complicadas em todos os níveis e graus, se desejarmos conviver de uma jeito saudável, teremos que mudar o modo como encaramos nossos parceiros, amigos, irmãos, namorados ou maridos.
Pensando aqui com as teclas do computador, acho mesmo que pra se ter uma boa relação com pessoas e principalmente ser casado, morar junto, é preciso amar incondicionalmente, sem cobrança sem exigências ou expectativas. Numa relação é preciso que o tal amor, que envolve cumplicidade, admiração, amizade, atração e mais um bando de coisas, seja respeitoso. Para que a pessoa amada não seja cobrada de nada, o amor tem que ser mesmo incondicional. Acho que só sendo incondicional ele é verdadeiro. Aí é que reside a dificuldade. Se a pessoa é SEU namorado, SEU marido, como é que ele pode agir de uma maneira da qual você desaprova, ou acha por fora, sem sentido?
Nós, seres humanos estrategistas loucos, vivemos construindo ilhas de amor em nossa cabeça. As relações com pessoas saem, antes de tudo, de nossas imaginações. Construímos uma tela mental na qual arquitetamos a relação. E aí pronto!, nada dá realmente certo, ninguém é como imaginamos, ninguém é como planejamos, somos egoístas a esse ponto. Queremos sempre que o outro haja dentro dos nossos parâmetros, do quê é certo para nós. A história do perdão entra aí, esquecer completamente e sinceramente das ofensas. Isso vem do fundo do coração é verdadeiro e generoso e é o puro amor. Nas relações ficamos ruminando os insultos e desigualdades, esperamos a todo o momento que o outro exista da maneira que nós achamos que ele deveria existir e não da maneira que ele é realmente. Esse amor é egoísta, e definitivamente, para mim não funciona, é nocivo. “Quero um amor maior”. Será que ele existe, será que ele é humano ou só é reservado aos santos?
OG
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